Alzheimer precoce: será que a genética influencia?

Uma grande dúvida sobre o Alzheimer precoce é com relação à genética. Em primeiro lugar, é preciso saber que o Alzheimer pode ser divido em dois tipos: o esporádico e o familiar (genético). Ambos provocam a mesma degeneração progressiva e irreversível de algumas funções do cérebro, afetando a memória e provocando limitações físicas e psicológicas; mas sua origem pode variar.

O Alzheimer é considerado familiar ou genético quando atinge vários membros de uma mesma família, possuindo o fator hereditário como principal gatilho para o desenvolvimento da doença precoce. O Alzheimer familiar, diferentemente do Alzheimer esporádico, pode surgir em qualquer idade, incluindo pessoas bem mais jovens.

O surgimento dessa doença fora da terceira idade é quase sempre associado a uma rara deformação no código ribossômico, que passa de pai para filho. Já o Alzheimer esporádico, o mais comum e ainda sem causas determinadas, acomete pessoas acima dos 50 anos, não possuindo qualquer relação genética.

Alzheimer em pessoas mais jovens

O número de casos de Alzheimer precoce é bem pequeno quando comparado ao do Alzheimer esporádico e, segundo especialistas, o surgimento da doença em jovens é bem improvável caso ninguém da família, principalmente o pai, tenha algum sinal da doença.

Além disso, a carga genética não é a única responsável pelo surgimento do Alzheimer; que depende de outros fatores como a falta de prática de exercícios físicos e mentais, alimentação irregular, estresse e depressão para se desenvolver. Tanto que uma boa forma de prevenção é fazer exercícios com o cérebro, o que cria novas sinapses e previne o Alzheimer.

Sintomas do Alzheimer precoce

Os sintomas do Alzheimer precoce não se diferem muito dos sintomas em idosos, por isso é importante ficar atento a alguns hábitos do dia a dia como:

  • Lapsos de memória recente, como esquecer nomes de objetos e pessoas que conheceu há pouco tempo, horários de compromissos, datas…
  • Confusão na hora de falar e se expressar, troca palavras e falas sem sentido;
  • Esquecer para onde estava indo; dificuldade de se localizar ou de encontrar o caminho de volta para a casa;
  • Esquecer onde colocou as chaves de casa/carro e celular;
  • Colocar objetos em locais inapropriados, como guardar os sapatos no armário da cozinha;
  • Perder a noção de tempo e espaço;
  • E até mesmo apresentar sintomas constantes de desânimo, irritabilidade, falta de coordenação motora, quedas e apatia;

Tratamento

É importante que os primeiros sinais do Alzheimer em uma pessoa mais jovem sejam identificados o quanto antes. Para isso, o médico deve se basear na histórico familiar da doença. Quanto antes feito o diagnóstico, mais chances de ter uma qualidade de vida melhor. O tratamento, feito por um neurologista, poderá conter medicamentos que ajudam na função cerebral e possibilitam que o jovem fique mais atento.

Fonte: http://alzheimer360.com/alzhemier-precoce-genetica-influencia/

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